O PFMEA (FMEA de Processo) e a analise de riscos que identifica, para cada etapa de manufatura, como o processo pode falhar em entregar a caracteristica do produto, qual o efeito dessa falha para a planta, para o cliente e para o usuario final, e quais controles previnem ou detectam a falha. Na IATF 16949:2016 ele e exigido como saida do projeto do processo de manufatura (clausula 8.3.5.2), deve considerar as caracteristicas especiais (8.3.3.3), sustenta o plano de controle (8.5.1.1) e precisa ser revisado quando ha problema de qualidade, reclamacao de cliente ou mudanca (10.2.3 e 8.5.6.1). O manual de referencia atual e o AIAG-VDA FMEA Handbook (1a edicao, 2019).
O formato AIAG-VDA organiza o trabalho em 7 passos: 1) planejamento e preparacao (escopo, equipe, prazos — os 5T), 2) analise da estrutura (item de processo, etapa, elementos de trabalho 4M), 3) analise de funcoes, 4) analise de falhas (cadeia efeito-modo-causa), 5) analise de riscos, 6) otimizacao e 7) documentacao dos resultados. A grande mudanca em relacao a 4a edicao AIAG e o fim do NPR (S x O x D) como criterio de priorizacao. Em seu lugar entra a Prioridade de Acao (AP), lida em tabelas do manual que combinam S, O e D e dao peso maior a severidade, depois a ocorrencia e por ultimo a deteccao. AP Alta (H) exige acao para melhorar prevencao ou deteccao, ou justificativa documentada de por que os controles atuais sao adequados; AP Media (M) deve ter acao ou justificativa; AP Baixa (L) pode ter acao. Por exemplo, severidade 9-10 com ocorrencia 4 ou maior resulta em H mesmo com deteccao entre 2 e 4; ja S 9-10 com O 2-3 e D 2-4 resulta em L.
As constatacoes mais comuns dos auditores de terceira parte sao: PFMEA generico, copiado de outra peca, sem refletir o fluxo real; caracteristicas especiais do desenho sem ligacao com o PFMEA e o plano de controle; ocorrencia avaliada sem dados (reclamacoes, refugo, historico de capabilidade); deteccao nota 2 ou 3 atribuida a inspecao visual; PFMEA nao atualizado apos 8D de reclamacao de cliente; e dispositivos a prova de erro citados como controle sem verificacao periodica de funcionamento (10.2.4).
Para preencher, parta do fluxograma do processo, desdobre cada etapa em elementos 4M (maquina, homem, material, metodo, e quando cabivel meio ambiente) e escreva a cadeia de falha com linguagem objetiva. Avalie S pelo pior efeito, O considerando a eficacia do controle de prevencao e D considerando a capacidade real do controle de deteccao de pegar a causa ou o modo antes da expedicao. Depois consulte a tabela AP e registre acoes com responsavel e prazo, reavaliando S/O/D apos a implantacao.
O exemplo abaixo e de uma estampagem progressiva com solda de porca por projecao, um processo tipico de fornecedor Tier-2, e mostra valores de AP coerentes com as tabelas AIAG-VDA.